http://www.makepovertyhistory.org

segunda-feira, Julho 03, 2006

preciso de ajuda...

... para escolher um blog novo para atacar!

não vale dizer o "lola".

se não arranjarem um mais ridiculo não faz mal, eu compreendo, sei que é dificil...

mas tentem!

deixem mensagem no e-mail!

confio na vossa ajuda meus amigos!

obrigado

quarta-feira, Junho 28, 2006

lá diz o ditado...

está a tornar-se entediante a minha "estadia" no www.lolasemdormir.blogspot.com...
tenho de procurar outro blog para me divertir mais. preciso de mais emoção... o meu amigo ninis é muito nervoso, depois atrapalha-se todo, contradiz-se - em suma, um espectáculo deplorável.
lá diz o ditado, e como eu gosto desta bela expressão: o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
nasceu muito, muito, muito, torto... tarda em endireitar-se. e eu não tenho grande paciencia para meninos.
confesso que a dado momento até estava a gostar, até parecia que alguém dava luta... mas não durou. a lola "abandonou o ninis" (desculpem lá mas tenho de repetir: ninis, ninis, ninis... isto não vos faz impressão?! o ruído...) e depois perdeu a graça.
tento atacar a sério e depois baixam o nível - não há direito! devia queixar-me disto a quem de direito!
ainda por cima nunca mais faz o meu Manifesto.
não gosto quando as pessoas fazem promessas e depois não as cumprem!

sexta-feira, Junho 23, 2006

isto é um M A N I F E S T O !

só para dar um exemplo:

Manifesto Pau-Brasil

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.

O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.

A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.

Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.

A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.

A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.

Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.

Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.

A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.

Uma sugestão de Blaise Cendrars : – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.

Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.

A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.

Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.

Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.

Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.

Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.

A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.

Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.

Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.

O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.

Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.

A síntese

O equilíbrio

O acabamento de carrosserie

A invenção

A surpresa

Uma nova perspectiva

Uma nova escala.

Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil

O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.

Uma nova perspectiva.

A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.

Uma nova escala:

A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.

A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.

Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.

Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.

A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.

Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.

Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.

Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.

O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.

Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.

O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.

O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.

A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.

Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.


OSWALD DE ANDRADE
(Correio da Manhã, 18 de março de 1924.)

quinta-feira, Junho 22, 2006

porquê eu? serei digno de um "manifesto"?

Ninis said...
lol, ainda bem que sabes que faço isso por amor.
02:40

a promessa...

depois de um primeiro manifesto espero ansiosamente por mais uma obra-prima de Lucas Madrugada, ou melhor ninis
ele promete:

Ninis said...
não há paradoxos. a opinião da lola é que se retomam os mestres. a minha não o foi. não achas elisabete?
paixão, fico contente pela maior afluência ao blog.eu dei o título de manifesto anti-paixão. se desse "coisa anti-paixão", evitava-se este diálogo em relação ao que é ou deve ser um manifesto ou não? acho que sim, mas criavam-se outros debates que não interessam.elisabete, achas que do texto que escrevi não se retira nada? lê com mais atenção...e não passa duma brincadeira, não dum aluno de literatura, mas dum ex-aluno. acho que o meu texto está rico em intertextualidade com alguns textos do paixão, só não vê quem...

ando a preparar um manifesto anti-lol.

milhanas, eu adquiri o livro da catarina no lançamento deste na fnac colombo com apresentação do casimiro de brito. vou então partilhar convosco um texto dela...
01:03

a glória!!!

no meio destas coisas acontece isto:

lola said...
o manifesto que queria ser poema mas afinal é um comment insultuoso

lol

que vagueias pela noite
o justiceiro do blog
que carregas qual atlas o teu dicionário
e decerto a teoria da literatura do aguiar e silva

lol

lês o poema como se fosse noticia
manifesta-te não te retraias que isso faz te mal
já não me apetece rimar agora é já me falta a pericia

por acaso não uso o termo lol faço assim ahahahha

agora deixo-vos com alguns desses comentários:

Enrabador da parvoíce said...
Fraquinho. Se fosse o autor sentir-me-ia ofendido não pela tentativa de dizer mal só por dizer mas sim pela fraca, ingénua e idiota tentativa de fazer um manifesto. A não ser que os meus caros tenham agora 14 anos, aí já se justifica. Até lá, ainda tem de comer muito bifinho, ainda estão tenrinhos. Espero ver aqui evolução, caso contrário não vale a pena, será mais um blog idiota e inútil.
16:18


lola said...
o leitor enrabador da parvoíce não espere ver aqui evoluçaõ porque essa não se dá em blogs, por natureza todos têm a sua quota de idiotas e inúteis, e nisso não queremos ser inovadores. pode enrabar o nosso blog à vontade visto ser um blog um excelente masturbatório com assistência em pulgas para lhe dar umas palmadinas no rabinho! palavras sábias as suas, profundamente sábias
16:26


Adília Lopes said...
Ai que giro que isto é! Também tenho direito a um manifesto? Não se esqueçam das minhas baratinhas, dão sempre jeito na rima vistosa que os senhores fazem. E folgo em ver que tentam imitar o de vasconcelos e o almadense negrais. São bons rapazes, ainda outro dia fui beber jeropiga com eles, depois de lhes deixar afagar a minha gatinha.
17:18

Ninis said...
quem escreveu este texto não publica neste blog. pediu-me um favor.outra coisa, Paixão, conheço bem autores hispano-americanos e até esquimós. desculpa, mas falta vida nas tuas palavras. tu, pareces ser boa pessoa.
20:04

M. Tiago Paixão said...
é uma opinião totalmente válida a tua. obrigado por partilhares ainda que seja desta maneira... eu gosto de falar com as pessoas, gosto de "dar a cara" e gosto de reacções "com vida". escrever não é dar vida, escrever é um processo. vendo as coisas assim espero continuar a construir qualquer coisa, não sei bem o que porque não sou Deus, ou um deus, depende do ponto de vista. sendo assim, porque não é sequer objectivo dar vida às palavras, uma vez que elas já a possuem em si, serei sempre acusado dessa "falta de vida nas minhas palavras". estou aqui para dizer que sou culpado e "dou a cara" por essa culpa que é escrever.penso que escrever uma palavra, qualquer que ela seja, é talvez matá-la...abraço
23:05

Ninis said...
não quis dizer que não dás vida às palavras, mas que as tuas não a têm. parecem-me poemas da adolescência. poesia do desabafo.mas só a mim que não interesso, portanto não te preocupes.
19:10


lol said...
amigos ninis e lola voces são o máximo a mandar "bitaites"
23:23

Ninis said...
pah este manifesto anti-milhanas não é nem do ninis nem da lola. esse é o anterior. não levem as coisas tão a sério. as únicas pessoas que até agora souberam "estar" nesta espécie de debate foram os próprios Milhanas e Paixão. os outros só mandam..."bitaites"
04:30
manifestante said...
bem, tenho k discordar inteiramente Ninis, porque realmente estes manifestos nem sequer o chegam a ser, porque, antes de tudo o mais, quebram um dos pontos fundamentais do manifesto, a assinatura. Um manifesto equivale a uma tomada da palavra e isso implica dar a cara ou, pelo menos, o nome. Reinvindicam Cesariny e Almada, mas depois não assinam!! realmente, "fraquinho", "fraquinho". e depois dizem que se leva isto demasiado a serio! mas em que é que ficamos? ou é uma posição de crítica literária, como ressalvou algum dos vossos aqui acima, e entao há responsabilidade, e seriedade, e ironia, ate. ou entao é uma brincadeira infantil, e um dizer mal por dizer (ou por inveja, quiça) e não resulta em nada, nem serve para nada. peço ao blogger que publique os textos da autoria dos digníssimos autores dos manifestos, porque se tem tantos reparos em relação a poesia dos outros, entao é pk realmente devem ser uns poetas com P grande. Mostrem, que a gente quer ver! Apontar o dedo é fácil, e produzir?!!
16:30

anónimo, como o autor said...
e outra coisa. os manifestos podem não ser da autoria de "ninis" ou de "lola", mas a partir do momento em que estão publicados no seu espaço, pah, não se podem descartar. até porque sendo anónimo o autor, a responsabilidade reverte toda sobre quem publicou o post, ninis.
16:34

Ninis said...
mas os nossos textos estão assinados. e não me considero poeta. todavia, como leitor, mostrei a minha indignação através de versos no Manifesto anti-Paixão, assinado por mim: Lucas Madrugada.Peço ao autor do manifesto anti-Milhanas que deixe se armar em covarde e se identifique.
19:55

Ninis said...
não sei se o paixão e o milhanas assinam com pseudónimo ou se é aquele o nome deles. o meu não é lucas madrugada, é Dinis Pires e tirei o curso na fcsh.
20:10

lol said...
Dinis Pires é pseudónimo de Lucas Madrugada? lol sou um bocado lento, tantos nomes confundem-me lolninis é giro! é mais nasalado, acho que combina com o pseudo manifesto que assinas - fica no nariz!já me esquecia, os vossos pseudo manifestos tiverem qualquer coisa util - agora acho que já gosto mais dos livros deles! Obrigado
21:08


Ninis said...
e gosto da poesia do milhanas. do paixão não. leiam Catarina Nunes de Almeida, também uma autora recente. depois comparem...verão do que estou a falar.
22:38

lol said...
verão verão. lol. eu também acho divertido! é nonsense! mas o gato fedorento é melhor. faz rir mais. mostra bem o teu desconhecimento esse "depois comparem", já não estou na primária meu rapaz. lê para ti, fica-te mal querer ler para os outros.isso é vicio dos pseudo-intelectuais da pseudo-esquerda...ai ai
22:45


Ninis said...
apetece-me dizer quem é o anónimo mas...foda-se não posso.ela ganhou também um prémio em Itália, mas este é o seu primeiro livro.gostaste do prefloração?o termo "pseudo-intelectual de esquerda" mete nojo.´foi banalizado por quem nada é.
23:31

Ninis said...
quem és tu pão de lol que tanto defendes os outros poetas e tanto nos atacas (o único que vai as ofensas pessoais)?
23:34


hugo milhanas machado said...
Não me alimenta a poesia "substantiva": gosto de poesia verbal: aquela que fica de fora de debates como este (porque os começa): ou, melhor, aquela que faz o Outro dizer: através de manifestos (???), por exemplo.Mas sim, a Catarina promete.
00:00

hugo milhanas machado said...
Quanto à poesia do M. Tiago Paixão, compreendo que a devoção do substantivo de muitos leitores os limite inclusive logo à entrada, no título. E por aí ficam, é pena. Mas é mesmo assim. Afinal, bens necessários são a água, a saúde, alguma alimentação, segurança... A poesia (a arte) vem depois, e nem todos estão disponíveis: é Outra Coisa. "Escrever fininho"?? dá vontade de rir, peço desculpa.
00:09


lol said...
que mau feitio ninis.e eu aqui a pensar que toda a gente se vinha divertir.ofendi-te em que parte? com o "pseudo-intelectual"? entao mas quem "explica aos outros o que é bom e o que não é" é isso mesmo o que é! lol esta agora foi bem boa lola parte do "pseudo-esquerda" usei apenas para me referir a uma esquerda que quer ser mas não o é, a uma esquerda e às suas pessoas que querem ser a elite.assinado: pseudónimo
01:06

Elisabete Marques said...
Até aqui tenho-me mantido à distância. Tem-se falado de debate, mas não me parece que haja aqui coisa similar a um debate. Para existir debate é necessário em primeiro lugar que haja tema de debate e esse não o encontrei. Não se podem considerar estes manifestos critica literária. Para o serem não poderiam limitar-se a refletir opiniões particulares sem darem conta dos seus fundamentos (teóricos também). Opiniões particulares qualquer um pode fazer, em qualquer altura, em qualquer lugar. Aliás, esse tipo de opinião é o mais fácil de encontrar em qualquer esquina. O mundo está cheio de opiniões de todo o género. A diferença é que, sendo este o espaço fundado pelos próprios autores das opiniões (com o intuito de as receber), é também espaço público e de publicação livre. Assim, temos um espaço particular que possibilita a comunicação pública de opiniões. Se não há debate, podemos encontrar é alguma contestação pela forma como os textos se apresentam: tentando conseguir o efeito cómico pela estratégia do insulto fácil (e este tipo de estratégia também é vulgar: começando na peixeira da praça a chamar à outra do lado ratazana...).Sem qualquer tipo de ressentimento, porque admito não ser um modelo de beleza, mas manifestando a falta de interesse que os textos suscitaram, despeço-me. Ficarei atenta a próximos trabalhos.Abraço
01:17

Elisabete Marques said...
P.S: Para se escreverem manifestos não basta escrever a palavra 'manifesto' no título... Esquecem que todos os manifestos anteriores (surrealistas, futurista e até os de Almada de Negreiros) são programas literários e poéticos! Quer isto dizer, existe a crítica de determinados aspectos de algumas poéticas e formas literárias para se apresentar poéticas e formas literárias novas. Os manifestos não são simples opiniões pessoais... E convocá-los para fins como a divulgação das nossas próprias opiniões é, no mínimo, um mau entendimento do seu papel na história da literatura.Abraço
01:57

Ninis said...
já vi o título "isto não é um poema" num poema. logo, tenho todo o direito de chamar Manifesto ao meu poema. Dona Elisabete, perguntou se havia programa, se há revista? Analisou bem o "Manifesto anti-Paixão"? É que esse não usa ofensas fáceis e não mete versos ao calhas. Só o escrevi depois de ler. e para verem quão má é para mim a poesia do Paixão no livro que li, sintetizei tudo num : "“ai eu se calhar amo mas não sei tenho dúvidas e sofro tanto por isso!” em relação ao anti-Milhanas, perguntem ao anónimo, que vocês conhecem.Caro Lol, "mostra bem o teu desconhecimento esse "depois comparem", já não estou na primária meu rapaz." Aqui estás-me a chamar ignorante e alguém que é da tua posse. é ofensivo. não posso...ignorar. boa noite e até amanhã.
02:09

Ninis said...
e num manifesto manifesta-se algo. eu manifestei o meu repúdio por um livro e pela arte dum autor. a dona elisabete é que pensa que os manifestos têm de ser feitos como foram antigamente. um verso, uma palavra, chegam para ser um manifesto se o sutor assim o desejar.
02:12

lol said...
mais uma boa explicação - este homem sabe! ele tem a verdade Senhor! lolvou escrever agora o meu manifesto:M A N I F E S T O(e isto chegou)pa, chamem a lola, sinto-me sozinho
02:15

lola said...
alô sô tor tá bonzinho... bem a última vez que aqui vim estavam para aí uns 8 ou 9 posts, olha eu bem te disse para escreves uma declaração de principios em vez de um manifesto mas tu és teimoso...
02:16

lola said...
dinis! quem é este lol?
02:18

lol said...
ah, calculo que isto, "Para a arte uma puta/ e para o público dor", não é uma ofensa fácil - é das dificeis... quanto ao facto de te chamar ignorante:não disse isso, mas o teu entendimento precipitado vai ao encontro da própria definição de ignorância: "estado de quem ignora;falta de saber, de ciência;desconhecimento;imperícia". Neste caso "sublinho" impericia. Para o teu "manifesto", já que insistes nesse titulo, "sublinho" falta de saber, de ciência;desconhecimento;imperícia.é verdade que tu não ignoras, lol, mas essa é apenas uma parte da definição.é importante conhecer as palavras.
02:26

lol said...
só para terminar o dia deixo mais uma nota que vem na sequencia da importancia de conhecer bem as palavras.pusilâmine significa: que ou aquele que é fraco de ânimo;tímido;cobarde;medroso;poltrão.podes não gostar, mas dizer que um "miudo" que se expoe tanto como ele encaixa nesta "palavra" é pelo menos despropositado... ups, acho que escolhi mal a palavra(se aplicas a palavra à poesia em si remeto para o comment anterior)bem haja
02:35


O said...
Isto tem piada.O mais engraçado é mesmo ver que nem sequer são os textinhos que puxam as pessoas para isto mas antes o pugilato delicado, ui!loucura, que vai aqui. Um pouco como, vá lá, se houvesse Happy Hour na Bershka e todos nós fossemos pessoas coloridas desejando um top novo. É giro. Eu próprio estou aqui à procura de umas calças que me caiam bem no rabo.Os textinhos do Ninis e do Rapaz-Anónimo? Tá bem, estão lá mas o que interessa, o que é mesmo bom, AQUILO QUE FAZ COM QUE ESTE SEJA O 49º comentário é esta confraternização divertida, esta autêntica pândega, estes Saldos de Verão.Bem hajam pela qualidade dos tecidos.
14:02

O said...
Porraporraporra, esqueci-me de perguntar:"Paixão! Paixãããããooo!!" - Heróis do Mar? Só por curiosidade.(Para que conste, não tenho o mínimo interesse em opinar acerca dos textos ou o mínimo interesse em relação aos mesmos. Só estou aqui porque faço parte daquele grupo de pessoas que abrandam para ver os acidentes.)
14:11


lol said...
acho que também me me vou embora. vocês já não querem brincar mais comigo.continuem lá a brincar às vossas coisitas, bitaites, manifestos... deixem o trabalho para os outros que é melhor. fiquem com as vossas ideias, partilhem com os vossos amigos... façam aquelas coisas que a "passividade" impoe. atenta na palavra "passividade" ninis. será ela substantiva e cheia de vida? atenção que não estou a ofender, dirijo-me apenas a um leitor atento, em busca de uma orientação clara, de um rumo para a minha leitura - da luz!!!continuem a não fazer nada de sério. quero mais manifestos! gosto de andar por aqui a comentar, é que até durmo mal e isto dá jeito pa passar o tempo!respeitosamente,LOL crepuscular
01:00

Tudo começou assim...

Pois é, decidi que agora é o momento de ter o meu blog. Há algum tempo que vou andando por aí, neste “mundo dos blogs”, de vez em quando fazia uns comentários às vezes um bocado agressivos confesso, e agora chegou o momento para receber os comentários dos outros.
Esta decisão deve-se exclusivamente à importância, excessiva a meu ver, que algumas pessoas começaram a dar aos meus comentários feitos em www.lolasemdormir.blogspot.com. Assim, aproveito para deixar aqui o meu obrigado a ninis e lola - sem vocês não seria possível!

Tudo começou assim…

"Manifesto anti-Milhanas"

Não caiam nas manhas do Milhanas,
(antes da Sara uma ode insana)
Suas prefaciadoras são feias como ratazanas,
Seus tradutores na AE fodem à canzana.

Anónimo



"Manifesto anti-Paixão"


Tic tac tic tac
Cara de amêndo-ac

O Tiago Paixão é pusilânime!
Um pouco de pussy
e um bocado de lânime
Paixão! Paixãããããooo!! Sem fim!?
É a morte da arte não haver em ti um fim.
“ai eu se calhar amo mas não sei tenho dúvidas e sofro tanto por isso!”
o bebézinho paixãozinho escreve sempre fininho?
Ou escreve de fininho?

Tic tac tic tac
Cara de amêndo-ac

O Tiago Paixão é um computador!
Para a arte uma putae para o público dor!
O “com” varia consoante a circunstãncia.

Tic tac tic tac tac tac tac tac
Obrigado, em islandês.
Obrigado, em ironiês.

Lucas Madrugada

Sim… eu sei que parece tonto, mas a verdade é que este dois posts, muitos “fraquinhos”, digo eu, provocaram uma série muito “séria” de comentários… até à data de publicação deste post eram 66 - imagine-se!